Pular para o conteúdo principal

Postagens

A Ilha de Paquetá

  A balsa estava parada na orla da Baía de Guanabara esperando os passageiros embarcarem rumo à uma pequena ilha no interior do Rio de Janeiro. Para chegar nessa barca é preciso atravessar a Praça XV, um espaço público que abriga algumas das construções antigas e suntuosas, bem parecido com um cenário de uma novela de época. Rio saca o celular do bolso de uma bermuda, abre o aplicativo da câmera e começa a gravar seu rosto na frontal com um leve sorriso no rosto, satisfeito por estar ali e fazendo o que prometia: me mandar fotos e vídeos dos lugares por onde passava. No vídeo, depois de mostrar o rosto moreno e lindo, ele vira a câmera para a de trás e a primeira imagem é a do chão de granito áspero e concreto misturados, no áudio só escuto o barulho do chinelo batendo, compassadamente, no chão liso que alicerçava a praça, o celular se levanta e abre um horizonte paradisíaco e novelesco. Duas construções antigas beiravam a orla da baía de Guanabara. Aqui, um adento: é engraçado ...
Postagens recentes

Museu do Ipiranga

  Um parapeito de concreto puro e quente, devido a exposição direta ao sol, resguarda as pessoas de atravessarem ou caírem sobre uma fonte que dá para uma das visões postais de São Paulo: um jardim milimetricamente projetado para ornamentar e recepcionar as pessoas e suas câmeras de celulares sedentas por selfies. Aquele espaço é ocupado de várias maneiras, há quem esteja ali de passagem, só admirando, ou andando de skate, ou lendo um livro, ou visitando O Jardim do Ipiranga era a minha visão enquanto esperava o “date” que tinha marcado para aquele dia 15 de novembro, e, enquanto esperava a minha mente viajou para séculos atrás. (...) Há duzentos anos um nobre português, vindo com sua família da Europa fugido das tropas napoleônicas, estava viajando por São Paulo para assuntos e compromissos reais quando recebe da sua esposa, Dona Leopoldina, uma carta de cunho urgente. Distante do que podemos imaginar de uma carta da esposa para o marido, e, descartando declarações de amor e...

Sala São Paulo

                 Sou fã do Jão! Cantor brasileiro, abaixo dos 30 anos, que faz sucesso com músicas que lembram fracassos amorosos, platonismo, indecisões e desilusões. Recentemente ele lançou uma música que fala sobre “amar como um idiota ama” , e, como fã escuto o álbum constantemente e essa música já coube como um bom moletom velho e largo em dias frios a pessoas para qual eu já me apaixonei. Mas até então ela não tinha caído como que certeiro para uma pessoa, reafirmo: Até então! Recentemente eu tenho saído com o Sr. Luz , uma paixão esquecida no bolso que decidi trazer à tona novamente quando reencontrei ele por aqui em São Paulo. Ele era uma personagem que estava como coadjuvante por um bom tempo, mas recentemente se transformou em protagonista por motivos óbvios: o carinho mútuo e a carência que envolve a solidão paulistana. Um rapaz também abaixo dos 30 anos, de estatura mediana, moreno, olhos castanhos escuro, sorriso alinhado ...